Quem escreve

Uma garota que ao mesmo tempo sabe e não sabe o que quer ser. Que quer viver o hoje. Mas que ainda algumas vezes decide mergulhar em seu passado. Que faz planos para o futuro, mas não sabe nem o que irá comer no café-da-manhã de amanhã. Quem sou eu? Sabe que também me pergunto isso? Às vezes acho que sou a pessoa que mais sabe sobre mim mesma. Outras, descubro que há muita coisa que as outras pessoas sabem sobre mim e eu não. Apesar do meu jeito meio modesto de ser (sei que isso não soa modesto da minha parte) e dessa minha vontade de ser gentil com todos, também tenho bem claro na minha mente que não serei falsa comigo mesma ou com outras pessoas. Já vivi tanto à margem dos outros e me preocupando com o que irão pensar, buscando atender suas expectativas, que hoje já percebo o quanto isso não me traz felicidade alguma. Me conte se você conhecer alguém nesse mundo que nasceu para sofrer. Porque, pelo que eu saiba, não existe nenhuma. Ainda assim, as pessoas se forçam a sofrer por coisas que não fazem sentido. Mas não gosto de dizer assim, porque parece que até mesmo o sofrimento da pessoa não é real. É como tirar o pão que o diabo amassou do pobre. Se ele não tem nem isso, o que será da vida dele então?
Eu realmente acredito que todos nascemos para viver intensamente. Do nosso próprio modo, no caminho que escolhermos para a nossa vida. Quem disse que há um padrão para a felicidade? Já basta os tantos outros padrões que me fazem engolir todos os dias. Realmente desejo do fundo do meu coração não acabar vivendo no conformismo. Quero pelo menos tentar manter esse espírito jovem meu que não me deixa não pensar sobre tudo o que eu vejo a minha volta. Quero, assim como todos os outros, fazer uma diferença nesse mundo que precisa tanto de pessoas que façam a diferença. Quero ser diferente, quero ser especial. Mesmo sabendo que todas as pessoas são do seu próprio modo.
Se sou bonita? Linda? Talvez. Desculpe, mas não tenho instagram para mostrar minha beleza para você, nem para postar as fotos do livro que estou lendo no momento, ou da comida chique que estou degustando na minha viagem para a Europa. Nada contra quem tem instagram, acho até legal a ideia de poder compartilhar uma parte da sua vida com os outros. Apesar disso, não acho que todos tenham uma coisa formada em suas cabeças que seja suficiente para lidar com isso. Também acho que muitas vezes as redes sociais podem impedir as pessoas de sofrer. Isso mesmo, de sofrer. Afinal, quem dessas pessoas que sorri sofre? Ninguém suponho. Eu que sou uma estranha por estar aqui chorando porque o garoto que eu gosto (gostava?) parou de falar comigo, ou porque não consigo lidar com as coisas da minha vida. Errado. Você tem que se permitir sofrer. Sei que é difícil entender, sei que deve soar confuso colocando em palavras assim, mas juro que tudo isso faz sentido na minha cabeça.
Sou uma garota que sempre está fazendo alguma coisa, mas que nunca deixa de arranjar mais coisas para se fazer. Que nunca quer deixar de aprender. Que tem o desejo insaciável de compartilhar as coisas que vive, mesmo que consigo mesma.Tenho muitos defeitos. Ah se tenho, além de viver me comparando com os outros. A verdade é que lá no fundo eu sei que todos somos diferentes uns dos outros e que essa coisa de comparação já deveria estar em desuso. Ainda acredito que um dia não farei mais isso.
E, acima de tudo, sou uma garota que acredita no poder das palavras.

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