Sobre ela

(Imagem)

Leia ouvindo: Whalien 52

(Curiosidade: A “baleia dos 52 hertz”, na qual foi inspirada essa música, é uma espécie conhecida como a “a mais solitária do mundo” dentre as de baleias pelo fato de seu canto estar em uma frequência (52 Hertz) muito acima da das outras, o que faz com que estas não a “ouçam”)

Poucos eram os que sabiam do seu gosto excêntrico para música. Menos ainda os que realmente se interessavam ou se importavam. Os que sabiam, a julgavam como algo “fora do comum”. Algo estranho, apenas por escutar músicas em outras línguas, com algum ritmo diferente, que não obedecia ao padrão ou gosto das outras…

Pouquíssimos eram, porém, os que imaginavam a real razão para ela gostar daquele tipo de música. Tudo bem, às vezes o simples ato de ser estimulado pelo ritmo ou de se identificar com a carga emocional que determinada canção nos passa a primeiro momento já nos faz gostar de uma música de cara.

Mas ouvir aquelas mesmas músicas todos os dias, sem se cansar de nenhuma delas, e, ainda, cantando baixinho junto de cada uma?

Não, às vezes muito mais do que uma simples primeira identificação.

Às vezes, as pessoas se sentem amigas das músicas. Acolhidas. Às vezes, muito mais até do que com as pessoas ao seu redor.

Às vezes, elas se sentem muito mais animadas e para cima com elas do que quando estão com seus amigos, por exemplo.

E isso é assustador.

E então? O que você acha que está errado aqui agora?

Pouquíssimos eram os que sabiam que aquelas manifestações de som faziam ela se sentir muito melhor, quase como se fossem algo necessário para seu dia. Algo que fosse uma razão a mais para se levantar da cama. Como se estivessem dizendo que ela pode, sim, ser feliz e ter seus momentos de alegria e que elas iriam ajudá-la com isso.

(Parece tão fora da realidade assim?)

Sim, as músicas sempre estavam ali para ela. E todo o sentimento que elas passavam também continuavam sempre ali.

Ah, algumas pessoas, infelizmente, nunca saberiam mesmo de como era aquele sentimento.

Para quê? Seria mais fácil assumir como uma “fase” ou adotá-la como uma estranha, não é mesmo? Exclui-lá do grupo, tratar como uma aberração etc.

Não se engane, algumas coisas estão implícitas e podem ter um impacto muito maior do que você imagina.

Desculpe, mas não é uma fase então, não, talvez ela nunca passe.

Seria ilusão dela se apegar tanto assim a alguma coisa que ama?

“Ah, pode zombar. Você nunca gostou tanto assim de alguma coisa?”

– Como eu era antes de você

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