Apanhados da semana #2

apanhadosdasemana2

Olá! Tudo bem com vocêzinho? Espero realmente que sim ❤

Resolvi criar uma nova categoria por aqui ❤ No último post, comentei sobre alguns assuntos que tinha visto ao longo daquela semana e como gostei muito do resultado e de compartilhar/comentar determinadas coisas relevantes que a gente vê por aí, decidi que todo post desse tipo se chamará “Apanhados da semana”. Meio falta de criatividade? Sim, eu sei. Mas eu gostei, então deixa quieto.

Bom, não posso garantir que toda semana terá post nesse estilo, por conta de tempo, semana atarefada e esse tipo de coisa, mas também porque podem ter semanas que não teve nada de interessante, né? E, como diz o nome, é um “apanhado”, então precisa ter pelo menos umas 3 coisas para comentar, certo? 🙂

Então chega de enrolação! (Já adianto que esse post vai ser longo)

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Indicação de podcast: Mamilos

Por meio desse post, descobri uma super indicação de podcast. Confesso que não sou muito acostumada com esse tipo de meio de comunicação (?), já que só comecei a descobrir mais sobre o assunto agora mesmo, mas achei válida a indicação mesmo assim. Sendo mais exata, a indicação que eu tenho para hoje é a mesma recomendada no post do Girls with style, sobre Violência contra a mulher na internet, um tema que, como vocês já devem ter percebido, é super atual (e sempre deveria ser, porque é preciso do jeito que as coisas estão, infelizmente) e que eu considero que se aplica não só a mulheres, apesar delas serem os principais alvos 😦

Bom, eu baixei o podcast pelo aplicativo no meu celular, mas você também pode escutar pelo computador nesse link aqui.

Acho válido ressaltar um ponto super importante que elas (as apresentadoras do podcast) colocaram que é como as nossas ações, mesmo as “pequenas” ações (especialmente na internet, que faz parte da pauta discutida), podem interferir nas nossas atitudes no dia a dia e em como nós devemos nos atentar mais a esse tema.

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(Ilustração por Kaol Porfírio // Link do texto)

Projeto: Eu vejo flores em você

O projeto Eu vejo flores em vocêque também indico vocês conhecerem, resolveu coletar mensagens positivas a Jéssica Ipólito, “uma mulher gorda, sapatão, negra, forte e linda – (que) postou, em sua página do Facebook, uma foto que causou muito ódio em racistas e gordofóbicos. Por isso, teve seu perfil inundado por comentários preconceituosos e criminosos.” (toda a história você lê lá no link que deixei aí em cima). Fiquei sabendo disso pelo post na página do facebook da Kaol, a ilustradora, e já deixei minha mensagem de apoio.

Acho que nem preciso dizer o quanto julgamentos desse tipo são desnecessários, não é? Aliás, outras coisas presentes nesse Apanhados da semana também giram em torno desse tema. Coincidência? Acho que não, hein.

Decisões importantes

E com decisões importantes, a Débora do canal Débora Aladim quis dizer mais especificamente decisões com relação à carreira, vestibular, escolha de curso etc.

Imagina que eu não iria me identificar?

Não sou a única que está no terceiro ano do ensino médio, não sou a única que já pensou “O que vou fazer no final desse ano?” e com certeza não sou a única que não tem a menor certeza do que está fazendo da vida. Então, antes de tudo, assista este vídeo aqui e depois volte para a gente conversar.

Assistiu? Vamos lá então.

Uma das coisas que eu achei mais interessante foi que a Débora fala com todas as letras que você não precisa prestar vestibular no final do seu terceiro ano. Você não precisa estudar em uma faculdade/universidade logo depois de se formar. Repito: Você NÃO precisa. Entendeu isso? Grande passo dado então.

Segunda coisa: Nesse primeiro momento, em que você está lá com os seus 17, 18 anos (acredita que com essa idade as pessoas já querem nos fazer decidir o que vamos fazer – era para ser queremos… – da nossa vida? Faz sentido uma coisa dessas? Cara, eu não sei nem o que eu vou fazer daqui a 5 minutos – mentira, vou dormir – imagina pelo resto da minha vida?!) você não PRECISA, ou melhor, você não DEVE se preocupar com a questão financeira.

Tudo bem que se o seu sonho for ficar rico, você escolhe lá a carreira que mais traz dinheiro e está tudo certo. Ou será que não? Só que, antes disso, pensa bem aqui comigo: Vale a pena ganhar uma fortuna mesmo sendo infeliz? Mesmo tendo uma rotina super hiper mega atarefada e estressante para, no final das contas, fazer uma coisa que você não gosta, ou, até pior, que você detesta? Pois é, sobre isso que ela comenta no vídeo também (para quem ainda não assistiu, mas continua lendo). Fica a dica.

Terceira coisa (que está relacionada com as outras duas): Cara, eu sei que é difícil (e, acredite, eu sei mesmo), mas não ligue para a opinião/expectativa dos outros em cima das suas decisões. Afinal, quem é que vai ter que lidar com tudo? Não é você? Então escolha bem ou, pelo menos, escolha aquilo que é o mais próximo do seu interesse. Cada um tem o direito de fazer as suas próprias decisões e ninguém (NINGUÉM MESMO) tem o direito de te dizer o que você pode ou não escolher. Entendido? Entendido.

Não importa qual o salário, não importa o que os seus pais vão pensar, se eles vão ficar felizes ou não (acho que na maioria dos casos eles não ficam, mas a gente se acostuma depois). Olha, vou confessar para vocês, eu tive (ainda tenho vai!) um certo problema com isso, mas estou tentando melhorar e acho que, de pouco em pouco, vou conseguindo resultados. Algum dia talvez eu venha contar para vocês. Porém o ponto é: se eu consigo, vocês também conseguem. Pelo menos tentem, combinado?

Ufa, falei demais.

Mais um vídeo importante? Sim ou claro?

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(Imagem: Depósito de tirinhas)

(Também pretendo fazer um post sobre o canal da Bia, então não se preocupem <3)

Sério, gente, todo mundo precisa assistir esse vídeo. Nele, a Bia fala um pouco sobre a história dela com seu peso, como as pessoas sempre a julgavam e a rotulavam, fazendo comentários completamente sem sentido, do tipo “Você é assim e assado, porque você é gorda” (?!?!). Além disso, ela também comenta sobre como o preconceito das pessoas com relação ao seu corpo interferiu na vida dela e continua interferindo até os dias atuais, no modo como ela própria se encara e até no seu amor próprio, infelizmente (pretendo falar mais sobre isso em outro post também).

E, acredite, isso não é coisa da cabeça dela. Muitas outras pessoas passam (às vezes todos os dias) por situação parecida em suas vidas, então não pense que é só mimimi ou drama dela, porque NÃO É.

Mais uma vez, vamos lá, você pode ver o vídeo aqui antes de eu comentar algumas coisas. Ah, vale lembrar o de sempre, né? Se você nunca passou por situação parecida na sua vida, não venha julgar algo que não conhece. Alguém que você não conhece. Lembre-se de que ela, assim como todas as outras pessoas, é um ser humano, tem problemas e sofre como qualquer um 🙂 Aliás, ela também falou sobre essa coisa de cada um ter a sua história, suas próprias experiências no vídeo. Ou seja: ele está super completo nesse quesito, acho que não preciso nem dizer.

Começando então:

Em um certo momento, a Bia comenta “Eu consigo ver a beleza nos outros, mas eu não consigo ver a beleza em mim.” e, cara… Isso é muito triste, sério. É muito bom quando nós nos auto-policiamos com relação aos NOSSOS próprios julgamentos, quando conseguimos “ver o melhor nos outros” como ela própria disse. Até aí tudo bem. Mas e quando a pessoa sofreu preconceitos a vida inteira a ponto de não conseguir aplicar o mesmo a si mesma? A cultivar o amor próprio? Como prosseguir? O que fazer quando as qualidades dos outros sempre parecem muito melhores do que as suas? Quando queremos atingir certas coisas e nunca pareceremos conseguir?

Claro que é possível, mas, às vezes, não é tão fácil quanto parece.

Outra coisa: como já mencionei, ela também fala sobre como essa “regração” da sociedade acaba nos fazendo nos sentir constantemente insatisfeitos com nós mesmos. Afinal, o que é a aparência com relação à nossa saúde? A gente deveria mesmo se preocupar tanto com a nossa aparência, com o que os outros vão pensar da gente quando há coisas muito mais importantes em jogo?

“Aí que eu me toco que eu odeio o meu corpo, e eu estou infeliz com ele, não porque eu estou realmente infeliz com ele, mas porque, desde o início da minha vida, eu fui condicionada a odiar o meu corpo.”

Sem palavras. Acho que vocês já entenderam.

CARA, SÓ PARA COM ESSES PADRÕES, SÉRIO. O MUNDO JÁ ESTÁ CHEIO DE ENERGIA NEGATIVA, NÃO CULTIVE MAIS COM COMENTÁRIOS DESNECESSÁRIOS SOBRE O CORPO/APARÊNCIA DE OUTRAS PESSOAS COM VIDAS QUE NÃO TEM NADA A VER COM A SUA.

Para onde todos esses padrões, todos esses julgamentos, todos esses preconceitos estão nos levando? Para o ódio? Para a rejeição de nossos próprios amigos e família? Para a rejeição de outros seres humanos que merecem SIM serem amados? Para onde estamos indo com tudo isso? O que isso traz de tão bom para a gente?

Termino o post com essa reflexão para vocês. E para quem for além, espero que de pouco em pouco consigamos mudar esses tipos de situação tão frequentes no nosso dia a dia, mas que devem param IMEDIATAMENTE, porque, sério, JÁ DEU.

“ISSO DESTRÓI VIDAS SIM”

Último recado: VOCÊ É SIM SUFICIENTE. E se alguém vier para te dizer o contrário, apenas ignore e prossiga com a sua vida. SÉRIO.

Pronto.

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